Compaixão

Compaixão não é apenas um atributo nobre que uma pessoa pode ter, mas sim a lei das leis. Ter compaixão é simplesmente conhecer A Verdade, assim como ela é, aceitá-la e viver segundo ela.

E qual é essa Verdade? A de que não existe “dentro” e “fora”: todos somos a natureza, todos fazemos parte do mesmo organismo vivo. A separatividade é uma ilusão que criamos através da nossa mente. A compaixão entra em nosso ser quando percebemos que todos somos a mesma vida, fortalecendo nossa empatia pelo próximo. Nas palavras de Jesus, o Cristo: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Somos expressões da mesma vida, que flui eternamente. No entanto, o mundo manifesto é apenas uma parcela ínfima dessa vida, apenas ilusões: as coisas um dia estão aqui e no outro não estão mais, entes queridos vêm e vão, tragédias e prazeres chegam e passam. Entretanto, nos identificamos demais com esse mundo material, perdendo a essência da verdadeira felicidade. Muitos passam uma vida tentando reconquistar a felicidade através das ilusões efêmeras dos prazeres e das coisas materiais.

A Compaixão não é um instrumento a ser usado por nós: pelo contrário, nós é que devemos ser instrumentos da Compaixão. Deixe ela entrar, reconheça-se no próximo para viver uma vida menos egoísta e individualista, e consequentemente mais feliz.

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